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5 de Novembro de 2016

21:30
Forensic Architecture: a arquitetura a analisar a guerra
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Rivoli - Grande Auditório MO

Examinando edifícios, ruínas, recorrendo a mapas comparativos, a fotografia de satélite e a imagens registadas por cidadãos; investigando os locais onde decorreram e decorrem alguns dos conflitos contemporâneos, monitorizando os crimes cometidos pelos Estados e por outras partes envolvidas, é possível a arquitetura fornecer novos instrumentos de análise e de intervenção política e humanitária? Eyal Weizman (1970, Israel) acredita que sim e, com a equipa da agência de investigação Forensic Architecture, criada em 2010, tem estudado conflitos, das regiões fronteiriças do Paquistão ao interior de florestas na América do Sul, sem esquecer a disputa israelo-palestiniana.

Para o diretor do Centro de Pesquisa Arquitetónica de Goldsmiths, na Universidade de Londres, autor com vasta obra publicada e responsável pela exposição e pelo livro Forensis (2014), a arquitetura forense é entendida no seu sentido original: como um espaço multidimensional onde conviviam política, lei e economia. Conceito que a sua prática retoma, expandido o significado das ciências forenses e tomando-o para a arquitetura como instrumento de análise destinado a trazer à luz informação significativa através do conceito operativo de “prática crítica”. Essa crítica consiste na investigação das ações de Estados e de corporações – com uma amplitude que vai da violência do Estado ao conflito armado, passando pelas alterações climáticas –fomentando a reflexão sobre o estado atual da forênsica em articulação com a noção de verdade e transparência política contemporâneas.

Tradução simultânea.