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4 de Novembro de 2016

16:00
Novas domesticidades
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com

Mariana Pestana
Rivoli - Grande Auditório MO

Numa sociedade progressivamente global e conectada, a aproximação ao local e à diferença torna-se particularmente urgente. Servirão as soluções arquitetónicas do projeto moderno o paradigma contemporâneo, que exige propostas específicas e ajustadas aos contextos sociais e económicos de cada território? Para Mariana Pestana, arquiteta e curadora no Victoria & Albert Museum e moderadora deste painel, “num contexto em que a difusão de grandes grupos imobiliários e a expansão de plataformas de arrendamento como o Airbnb arriscam homogeneizar a paisagem urbana através da uniformização de modos de habitar, é essencial considerar modelos horizontais de produção de arquitectura”.

Debatem estas questões dois arquitetos que desenvolvem processos participativos de investigação e executam projetos de habitação ajustados às novas formas de domesticidade: o coletivo londrino Assemble, constituído por 18 arquitetos e designers – aqui representado por um dos fundadores, Anthony Engi Meacock – e que venceu de forma surpreendente em 2015 o Prémio Turner com um projeto social de transformação de uma urbanização em Liverpool, em que os próprios moradores colaboraram na requalificação de dez residências abandonadas em espaços públicos e habitacionais com efeitos sociais para a comunidade (nunca este prestigiado prémio tinha sido atribuído a “não-artistas”); e Andrés Jaque, fundador do Office for Political Innovation, o atelier com base em Madrid e Nova Iorque, vencedor do Leão de Prata na Bienal de Arquitetura de Veneza em 2014 e, em 2016, do Prémio Friedrick Kiesler, que celebra interseções entre arte e arquitectura.

Tradução simultânea.