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Conferência
8 de Novembro de 2015

16:30
O arquiteto como agente de felicidade
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Rivoli - Grande Auditório MO

“(…) havia janelas e havia portas. eu subia para cima de cadeiras

para abrir as janelas. da janela do meu quarto, via o mundo.

sei hoje que poderia ter vivido sem mais mundo do que esse.

sei hoje que transformei o mundo todo nessa casa. (…)”

Excerto do poema “A casa” de José Luís Peixoto.

A casa constitui uma base para a idealização da felicidade, associada não só a um espaço de representação do “eu” mas também a uma noção de refúgio – lugar a partir do qual podemos observar o mundo “lá fora”. Pensar a casa como "plataforma de felicidade" é o que os arquitetos Camilo Rebelo, Leonor Macedo e Pedro Guedes (Vírgula i), Marta Brandão e Mário Sousa (MIMA) e Pedro Bandeira propõem abordando temas como a memória, a transformação, a industrialização ou a ficção.

O enquadramento proporcionado por uma janela ilustra a negociação que o arquiteto protagoniza ao projetar, incluindo ou excluindo elementos do cenário visível, num modo de operar que lhe permite traduzir sonhos e desejos em espaços habitáveis, convertendo-se, no final de contas, num agente de felicidade. Hoje, apesar de termos aparentemente mais casas do que pessoas, persiste a ambição legítima de habitar um espaço de conforto íntimo e personalizado.

O espaço cénico criado para esta intervenção permanecerá ao longo do Fórum do Futuro como cenário para as conferências.