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6 de Novembro de 2016

21:30
Refugiados: na linha da frente
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Rivoli - Grande Auditório MO

ENCERRAMENTO

As imagens ainda chocam, mas para a generalidade da opinião pública a situação dos refugiados de zonas de guerra (a que se devem juntar ainda os migrantes por outras razões) começa a tornar-se apenas mais um dos muitos problemas que o mundo tem e não pode, não consegue, não quer resolver.

Na linha da frente da crise, onde é necessário solução para problemas imediatos e efectivos, tanto se encontram locais onde os refugiados são amontoados e desprezados, como exemplos de humanismo onde são tratados como cidadãos. Entre os presentes neste painel – moderado por Patrick Kingsley, autor de The New Odyssey, que, aos 26 anos, foi nomeado jornalista do ano para os assuntos internacionais nos Prémios de Jornalismo britânicos, pelos seus trabalhos no The Guardian sobre a crise de refugiados – encontra-se Hasan Kara, presidente da Câmara Municipal de Kilis, cidade turca candidata ao Prémio Nobel da Paz pela forma como tem acolhido refugiados sírios (os quais rapidamente ultrapassaram o número de residentes). Outro dos convidados, também presidente de Câmara, mas em Chios, na Grécia, Manolis Vournous, ameaçou processar o seu governo de maneira a garantir que o centro de acolhimento criado na sua cidade, já cenário de várias cenas de violência policial, não se torne em campo de detenção. E, finalmente, Hassan Akkad, o refugiado sírio que chegou ao Reino Unido, em 2015, depois de quase se ter afogado no Mediterrâneo e atravessar a Europa, tornando-se protagonista do documentário da BBC, Exodus.

Tradução simultânea.