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2 de novembro de 2016

21:30
Arte e ciência: fios condutores e curtos-circuitos
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com

Orfeu Bertolami
Rivoli - Grande Auditório MO

Basta lembrar Leonardo da Vinci para compreender como é antiga a ligação entre a arte e a ciência. E olhar para as últimas décadas, principalmente desde a viragem do século, permite verificar como, para lá dos resultados ou dos antagonismos, essa ligação se revelou geradora de novos caminhos, quer para a criação artística, quer para a investigação científica. Processos, laboratórios, provas, resultados e muita indagação – descobrir, inventar e imaginar implicam capacidades cerebrais distantes ou semelhantes?

São estes circuitos que trazem Sir Chris Lewellyn Smith à conversa – intermediada pelo catedrático Orfeu Bertolami – com Carl Edward Schoonover, autor de Portraits of the Mind: Visualizing the Brain from Antiquity to the 21st Century e cofundador de NeuWrite, um grupo de cooperação entre cientistas, escritores e outros interessados na utilização de imagens em divulgação científica, e com Jem Finer (1955, Reino Unido), músico fundador dos The Pogues, também fotógrafo e cineasta, para quem unir arte e ciência é matéria-prima de um trabalho que se aproxima de uma efetiva fusão entre as duas disciplinas (o que aliás já lhe mereceu o prestigiado Prémio Nova Música atribuído pela Fundação PRS para a Música). Veja-se como no projeto de Finer, Longplayer, composição musical iniciada em 2000 e destinada a durar um milénio, em torno da compreensão da fluidez e da expansividade do tempo – programada para encontrar as suas próprias estratégias de sobrevivência como organismo social dependente das pessoas e da comunicação entre estas para a sua continuação como uma comunidade de ouvintes através dos séculos – as preocupações da prática artística são dialogantes com as da investigação científica.

Tradução simultânea.