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3 de novembro de 2016

18:30
Junction making in the 21st century
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com

Suzanne Cotter
Museu de Serralves

Se a melhor maneira de quebrar o gelo é começar por uma citação, poucas serão mais esclarecedoras e preferíveis pontos de partida que esta definição programática de Hans Ulrich Obrist (1968, Suíça): “O termo ‘curador’ está desgastado pelo uso. Eu prefiro a palavra Ausstellungsmacher (fazedor de exposições) ou o conceito de J.G. Ballard do “fazedor de ligações” — conexões entre objetos, não-objetos e pessoas”.

A problematização do sentido e alcance da prática curatorial contemporânea – que também ocupa Suzanne Cotter, diretora do Museu de Serralves – é pois o centro deste debate com Obrist, diretor artístico das Serpentine Galleries em Londres.

A entrevista pública e publicada é um dos formatos de eleição de Hans Ulrich Obrist para o apuramento de factos: ficaram célebres as “maratonas” com Rem Koolhaas ou com Olafur Eliasson. Entre o seu trabalho mais recente distingue-se Extinction Marathon: Visions of the Future (2014), série de discussões sobre as humanidades e as ciências – áreas a que também se dedica, como na sua série de “entrevistas” com personalidades tão diversas como Peter Cook, Simone Forti e Kim Gordon –, criação conjunta com o artista plástico Gustav Metzger (a partir da sua própria pesquisa sobre assuntos como a extinção das espécies e as alterações climáticas), onde contou com a participação, entre outros, de Gilbert & George, Yoko Ono, Susan Hiller ou Katja Novitskova.

Tradução simultânea.