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5 de novembro de 2016

16:00
Violência e barbárie
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com

Fátima Vieira
Mosteiro de São Bento da Vitória

É certo que a história é uma sementeira de violência, e que essa violência por vezes é sinónimo de vontade de viver, lutar, resistir e persistir na linha da dignidade. Hoje, pelo contrário, as democracias passam por momentos de brutalidade, traduzida em atos de grande violência e injusta, terrorista e discriminatória, que não deve ser confundida com resistência. Outras experiências igualmente intoleráveis aconteceram em outros países, com outras vítimas, antes de chegarmos a este momento civilizacional em que o terrorismo islamita, imposto em nome de uma religião e de um pseudo-Estado (urdido apesar da verdade histórica e deturpando os seus valores), se tornou o inimigo principal e o seu combate um desafio à democracia e ao Estado de direito.

Sobre este estado do mundo e a ameaça terrorista, mais o seu efeito colateral de crescimento descabelado do populismo político e o aumento da xenofobia e do racismo que traz atrelado, é importante ouvir a voz e atender à perspetiva vista do interior pelo escritor Tahar Ben Jelloun (1944, Marrocos), conhecido pelo seu engajamento na luta pelos direitos humanos – primeiro magrebino vencedor do Prémio Goncourt, em 1987, com A Noite Sagrada, onde abordava já a discriminação das mulheres – e refletir sobre as interrogações que desenvolverá nesta intervenção intermediada pela professora da Universidade do Porto Fátima Vieira, destacada especialista nos estudos utópicos.

Tradução simultânea.